*FASES DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Para iniciarmos as discussões sobre aprendizagem tomaremos por base as fases de desenvolvimento cognitivo que Piaget:
Sensório-motor, que dura do nascimento até aproximadamente os dois anos de idade, a criança busca adquirir controle motor e aprender sobre os objetos que a rodeiam. Esse estágio é chamado sensório-motor, pois o bebê adquire o conhecimento por meio de suas próprias ações que são controladas por informações sensoriais imediatas. Nesse período o desenvolvimento físico é o suporte para o aparecimento de novas habilidades, como sentar, andar, o que propiciara um domínio maior do ambiente.
As principais características durante essa fase, que vai aproximadamente até os dois anos de idade da criança são:
§ a exploração manual e visual do ambiente;
§ a experiência obtida com ações, a imitação;
§ a inteligência prática (através de ações);
§ ações como agarrar, sugar, atirar, bater e chutar;
§ a coordenação das ações irá proporcionar o surgimento do pensamento;
§ a centralização no próprio corpo;
§ a noção de permanência do objeto;
O segundo estágio de desenvolvimento considerado por Piaget é o estágio pré-operatório, que coincide com a fase pré-escolar e vai dos dois anos de idade até os sete anos, em média.
Nesse período, as características mais importantes são:
§ inteligência simbólica;
§ o pensamento egocênctrico, intuitivo e mágico;
§ a centração (apenas um aspecto de determinada situação é considerado);
§ a confusão entre aparência e realidade;
§ ausência da noção de reversibilidade;
§ o raciocínio transdutivo (aplicação de uma mesma explicação a situações parecidas);
§ a característica do animismo (vida a seres inanimados).
No estágio operatório concreto, que dura dos 7 aos 11 anos de idade em média, a criança começa a utilizar conceitos como os números e relações. Esse estágio passa a manifestar-se de modo mais evidente o que coincide (ou deve coincidir) com o início da escolarização formal é caracterizado por uma lógica interna consistente e pela habilidade de solucionar problemas concretos. Neste momento, o declínio no egocentrismo passa a ser mais visível. O declínio do egocentrismo se entende a linguagem que se torna mais socializada, e a criança será capaz de levar em conta o ponto de vista do outro, assim objetos e pessoas passam a ser mais bem explorados nas interações das crianças.
§ Por volta dos 7 anos, o equilíbrio entre a assimilação e a acomodação torna-se mais estável;
§ Surge a capacidade de fazer análises lógicas;
§ Declina o egocentrismo, ou seja, dá-se um aumento da empatia com os sentimentos e as atitudes dos outros;
§ Mesmo antes deste estágio a criança já é capaz de ordenar uma série de objetos por tamanhos e de comparar dois objetos indicando qual é o maior, mas ainda não é capaz de compreender a propriedade transitiva (A é maior que B, B é maior que C, logo A é maior que C). No início deste estágio a criança já é capaz de compreender a propriedade transitiva, desde que aplicada a objetos concretos que ela tenha visto;
§ Começa sucessivamente a compreender a conservação das quantidades, do peso e do volume, etc.
§ Neste estágio, também algumas características das crianças começam a ser aprimoradas, como por exemplo: se concentram mais nas atividades, colaboram mais com os colegas, apresentam responsabilidade e respeito mutuo e participações em grupo.
No estádio operatório formal – desenvolvido a partir dos 12 anos de idade em média – o adolescente começa a raciocinar lógica e sistematicamente. Esse estágio é definido pela habilidade de engajar-se no raciocínio proposicional. As deduções lógicas podem ser feitas sem o apoio de objetos concretos. Aprende a criar conceitos e ideias.
*Parte do texto foi retirado do artigo: LUDICIDADE E O DEFICIENTE INTELECTUAL: UMA PORTA PARA A AUTONOMIA. Marineci de Quadros Nunes da Silva: Aluna do Pós graduação UCS em Deficiência Intelectual e Múltipla, Licenciatura Plena em Pedagogia das Matérias Pedagógicas do Ensino Fundamental e Médio, Professora da Rede Municipal de Ensino de Caxias do Sul.
*Foto arquivo pessoal: Minha filha Helena (SD- T21), sendo estimulada na aprendizagem com jogos sensoriais.
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Muito importante este tema, principalmente na nossa área de atuação. A apresentação foi bem objetiva, facilitando a compreensão da temática.
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